HISTÓRICO

A FEPAF (Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais), com apoio da ANDEF (Associação Nacional de Defesa Vegetal), do SINDAG (Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola) e de três universidades públicas de reconhecida excelência nas áreas de pesquisa, ensino e extensão ligadas à ciência da tecnologia de aplicação aérea (Faculdade de Ciências Agronômicas/UNESP, Universidade Federal de Lavras e Universidade Federal de Uberlândia), instituiu em 2013 um programa voluntário de certificação para aplicadores aéreos. Este programa teve como principal objetivo incentivar a capacitação e a qualificação de empresas de aviação agrícola e de operadores aeroagrícolas privados dentro do conceito das boas práticas na aplicação aérea dos produtos fitossanitários. O enfoque primário desse programa é o aprofundamento do conceito de responsabilidade e sustentabilidade das operações de aplicação de defensivos agrícolas por via aérea, visando melhorias na qualidade das pulverizações e redução de riscos de impacto ambiental destas atividades.

O programa de certificação CAS foi baseado em um projeto de financiamento privado coordenado pelos representantes das universidades (UNESP, UFLA e UFU) junto a Fundação de Estudos e Pesquisas Agrícolas e Florestais (FEPAF), com apoio institucional da ANDEF e do SINDAG. O programa possui financiamento 100% privado, sendo custeado pelas taxas de certificação pagas pelos operadores aeroagrícolas e por contribuições na forma de patrocínio de empresas do segmento fitossanitário.

Este programa de certificação é encarado pelo agronegócio e pelos órgãos oficiais com o devido caráter institucional, em função de sua gestão pelas Universidades. Diferentemente da certificação tradicional, que se baseia normalmente no cumprimento de normas (como exemplo, certificação ISO 9001, ISO 41001, etc.), o programa tem um regulamento que foi proposto pelas Universidades e tem como objetivo desenvolver parâmetros qualitativos e de capacitação que visam incentivar o desenvolvimento dos prestadores de serviços e operadores privados de aviação agrícola dentro do conceito de boas práticas.

O cronograma de implantação do programa previu um ciclo inicial de oito semestres (4 anos, entre 2013 e 2017). A partir de agosto de 2017 o CAS passa a atuar em um novo ciclo de 4 anos, com novas regras e diretrizes, visando o aperfeiçoamento contínuo dos conceitos de boas práticas na aplicação aérea dos produtos fitossanitários.